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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Projetos

Eleições na escola

Leve o clima das eleições e o conceito de democracia para a sala de aula propondo a seus alunos que elejam os seus representantes de classe

Objetivos:

★ Levar a criança a compreender a cidadania como participação social e política e exercitar e desenvolver essa cidadania
Levar os alunos a compreender seus direitos e obrigações
★ Apresentar as características fundamentais das eleições, construindo a noção de identidade nacional
★ Ensinar a debater, avaliar, criticar e questionar a realidade
★ Aproximar a criança do conceito de democracia e ajudá-la a entender o que representa uma eleição, a função do voto, do título de eleitor e da inviolabilidade da urna
★ Compreender a importância dos compromissos assumidos em uma eleição pelos candidatos aos diversos cargos em disputa


A coordenadora pedagógica Isabel Cossalter conta como acontece a eleição de representante de classe no colégio. Segundo ela, uma das questões discutidas é sobre a "igualdade de oportunidades", aproveitando para mostrar que em nosso sistema eleitoral os partidos com maior representação política têm mais tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV, por exemplo. Na escola, porém, os alunos dispõem do mesmo espaço para suas campanhas. Eles recebem apenas uma folha de sulfite para fazer um pequeno cartaz com o seu nome e suas propostas. "É uma forma também de mostrar que as campanhas não devem sujar as ruas e prejudicar o meio ambiente", comenta Isabel.
1. Explique aos alunos sobre as funções de um representante de classe e a oportunidade de representar a sua turma na busca de melhorias para o dia a dia na escola.
2. Tire as dúvidas dos alunos sobre o processo eleitoral e explique que todos irão dispor de mesmo espaço e tempo para divulgação de suas ideias, por meio de cartaz e de um pronunciamento para a classe.
3. Explique também que não é permitido trazer balas, doces ou qualquer tipo de brinde para conquistar a simpatia dos colegas. A campanha deve se fortalecer somente com base nas propostas dos candidatos!
4. Marque um dia para a eleição e explique que a votação acontecerá por voto secreto, para não haver constrangimentos entre os colegas.
5. Peça que os candidatos tragam uma foto 3 x 4 e, com ela, faça uma cédula no computador. Faça também um título eleitoral para cada aluno com nome completo, número de chamada na classe, turma e período. Veja modelo pronto nos moldes.

6.
Confeccione uma urna com caixa de papelão e uma cabine eleitoral.
7.
No dia marcado, peça ajuda a dois voluntários para fazer o papel dos mesários. Um vai organizar a fila de votação e o outro vai marcar os nomes de todos os alunos que compareceram.
8.
Depois que todos tiverem votado, faça a apuração na presença dos candidatos e divulgue o nome do vencedor na sala.
9. Organize uma pequena cerimônia de posse onde mais uma vez o representante de classe será lembrado de suas funções. Nesse dia, o aluno eleito recebe uma faixa, como a de Presidente da República. Veja abaixo como fazê-la.




É tempo de eleição no Colégio Piaget
Alunos de 4º e 5º anos do Colégio Piaget começaram 2010 com o projeto "É tempo de eleição na escola", que visou introduzir e reforçar conceitos de cidadania, voto direto, ditadura, democracia, participação política, entre outros. De acordo com a professora Priscila Labourdette, que leciona português, história e geografia, durante oito sextas-feiras as turmas discutiram esses temas com os professores e, ao final, para encerrar o projeto, elegeram seus representantes de classe, que ao longo do ano terão a função de trabalhar pelo bem comum dos alunos, reunindo-se com os seus eleitores e levando as reivindicações da turma para a orientação pedagógica.

Crianças do 4º ano
1.
Peça aos alunos que façam uma pesquisa sobre os candidatos à Presidência da República, a política atual e tudo o que lhes chamar atenção sobre o assunto nos jornais e revistas atuais.
2. Monte um mural com essas notícias, com fotos e comentários dos alunos, criticando ou elogiando os acontecimentos pesquisados.
3. Discuta com eles alguns dos escândalos políticos e as possíveis formas de controle social para evitar que essas histórias se repitam.
4. Exponha a questão da importância do voto como forma de controle social e manifestação da vontade do povo.
5. Discuta o que poderia ser feito pelos alunos e pela coordenação para que a escola se tornasse um lugar ainda melhor de se frequentar.
6.
Sugira que os alunos façam propostas para que isso seja viabilizado e que os interessados se candidatem a representante de classe.
7.
Realize eleições para eleger o representante por meio de voto direto e secreto, com apuração pública.

Crianças do 5 º ano
1.
Peça aos alunos do 5° ano que pesquisem sobre os sistemas políticos de monarquia e de república e também as diferenças entre ditadura e democracia.
2. Eles devem trazer nomes de políticos que já governaram nesses termos, com detalhes sobre seus mandatos (o que fizeram de interessante ou de ruim para o país).
3. Discuta com eles o que esses governantes poderiam ter feito para que o Brasil fosse um país melhor hoje.
4. Monte uma linha do tempo com os principais acontecimentos do Brasil real e outra linha paralela com realizações que poderiam ter acontecido num Brasil ideal.
5. Discuta com os alunos possíveis melhorias para serem implantadas na escola, tornando-a um lugar melhor para todos.
6.
Sugira que os alunos façam propostas para que elas sejam viabilizadas e que os interessados se candidatem a representante de classe.
7.
Realize eleições para elegê-lo por meio de voto direto e secreto, com apuração pública.


Dica!
No site http://www.plenarinho.gov.br/ você encontra um dicionário de termos relacionados com política e cidadania para crianças, além de reportagens sobre eleições e outros temas, tudo na linguagem infantil!
Em http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/Plen/swf/revistaAnimada/projeto_eleitoral_mirim/revista.swf você encontra uma cartilha infantil com 38 páginas sobre eleições elaborada pela equipe do Portal Plenarinho, que está desenvolvendo um projeto piloto em cinco escolas brasileiras, o projeto Eleitor Mirim. Confira!
O site http://picasaweb.google.com/sandygsoares/VOCSABIAELEIES# tem um gibi da Turma da Mônica com história e passatempos sobre eleições.

O horário político
Alunos do 2º ano do Colégio Paulicéia, em São Paulo, também vão vivenciam o clima de eleições em sala de aula. Como estão trabalhando direitos e deveres do cidadão em história, a professora aproveitou para conversar com eles sobre as eleições e as responsabilidades de um governante. O objetivo foi conscientizar as crianças sobre a importância de eleger um representante para o seu país. Foi então que surgiu a ideia de eleger um representante também para a classe, com as seguintes responsabilidades:
auxiliar a professora no dia a dia da turma;
escolher o ajudante do dia (aquele que auxiliará a professora a entregar e recolher os materiais, a apagar a lousa etc.);
fazer o contato entre a professora e a coordenadora, entregando as comunicações emitidas de uma para a outra;
ouvir a turma e transmitir as suas reivindicações à professora;
controlar a separação de lixo reciclado da classe;
levar a sacolinha do lixo reciclável até a central de reciclagem;
organizar a fila no horário de entrada e saída da turma.


O horário político
1. Pergunte quem tem vontade de ser representante da classe.
2. Peça que esses alunos façam um plano de governo, com propostas para tornar o dia a dia da sala de aula mais interessante.
3. Marque uma hora todos os dias para realizar o horário político dos candidatos.
4. Diariamente, cada candidato terá um tempo determinado para apresentar suas propostas numa televisão confeccionada com caixa de papelão forrada com papel pardo.
5. Elabore também uma urna e cédulas contendo as fotos de cada aluno candidato.
6. No dia marcado, faça a eleição do primeiro turno.
7. Os dois alunos vencedores terão mais alguns dias para fazer o seu horário político e esclarecer melhor as suas propostas.
8. Realize nova votação para definir o vencedor.
As assembleias de classe do Sidarta
No Colégio Sidarta, em Cotia, SP, há eleição de representante de classe todo semestre, nas turmas de 2º a 5º ano. Mas as classes também realizam uma avaliação diária dos acontecimentos, criticando os que lhes desagradaram ou elogiando o que lhes agradaram. Quando criticam, os alunos também propõem soluções para o problema. Segundo Telma Scott, coordenadora pedagógica, "nas felicitações os alunos podem citar nomes, mas nas críticas não, porque o combinado é criticar o fato, e não a pessoa".
Assim, todas as sextas-feiras as turmas dedicam 50 minutos para realizar uma assembleia de classe, na qual elegem o acontecimento mais criticado pela classe, discutindo soluções para ele. "É nesse tempo legitimado para o diálogo que as crianças aprendem que a busca de soluções deve estar presente sempre", diz a educadora. "Aprendem também a importância de escolher bem os seus representantes de classe porque são eles que vão encaminhar as questões para a direção e lutar por melhorias em nome do grupo."




Mônica Krausz, Revista Guia Pratico do Ensino Fundamental.

Mensagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Artigos

Meu filho, você não merece nada
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada


Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Eliane Brum, Revista Época  - 11/07/2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Dinâmicas

Dinâmica: Livro de Histórias
 
Público alvo: Alunos

Material: folha ofício,lápis de cor, cordão

Objetivos: - Conscientizar sobre a necessidade da seqüência para o melhor entendimento /compreensão.

         - Informar sobre a importância da freqüência para o êxito no aprendizado.

Desenvolvimento : Montar um livro de história  e contá-la de forma  fragmentada para os alunos (contar apenas o início e o fim);

Perguntar se entenderam e conversar fazendo um paralelo com a necessidade de estar presente os dias na sala de aula para ter uma boa  aprendizagem.


Dinâmica: Folha amassada
Público alvo: Responsáveis
Material: folha de papel,pilot ou lápis de cor
Objetivo: Relacionar o ato de amassar a folha com o desrespeito aos direitos,a irresponsabilidade e negligência frente aos cuidados inerentes ao aluno.
Desenvolvimento: Solicitar que os pais ou responsáveis desenhem numa folha de papel a representação de sua família. Após a apreciação, solicitar que amasse as folhas desenhadas.


Dinâmica: História Ilustrada
Público alvo: alunos
Material: história ilustrada sobre um menino que vivia perdendo aula.
Objetivo : Levar os alunos a dar soluções para as dificuldades que aparecem e não faltarem de aula
Desenvolvimento; Contar história ilustrada de uma criança que vivia perdendo aula por vários motivos; não conseguia acordar cedo..morava longe da escola...queria brincar...(ver outras situações pertinentes à escola que atua..).No final, os alunos deverão sugerir soluções para que esta criança não falte mais às aulas.O dinamizador deverá refletir com os alunos que poderão fazer  quando acontecer com eles algumas das situações citadas para as faltas.


Dinâmica: Sentimentos
Público alvo: alunos
Material : folha de papel,pilot,durex
Objetivos: -  Levar os alunos a expressarem seus sentimentos e opiniões sobre os colegas.
                     - Refletirem sobre o respeito um para com o outro.
Desenvolvimento: colar nas costas dos alunos uma folha de papel em branco e pedir que escreva nelas a resposta da seguinte pergunta: Quando você olha para o amigo o que sente ?
De acordo com as respostas, o dinamizador vai conduzindo os alunos a refletirem sobre os sentimentos para com os colegas.



Dinâmica: Balas
Público alvo: Pais e responsáveis
Material : balas
Objetivo: Refletir com os pais e responsáveis sobre as dificuldades do dia a dia  da escola
Desenvolvimento: colocar as balas em uma bandeja e pedir aos participantes que abram as balas sem a utilização das mãos.O dinamizador fará a relação de como a escola precisa da parceria dos responsáveis para que os alunos tenham melhor aprendizagem


Dinâmica: Bloco de papel
Publico alvo : professores
Material: Blocos de papel, caneta
Objetivo: estabelecer comunicação entre os docente e a Orientação Educacional
Oportunizar a integração e respeito entre os professores
Desenvolvimento: Escrever o nome dos docentes em um papel fazendo com que cada um tire um papel com nome.Distribuir os blocos de papel e pedir que façam uma dedicatória na primeira página do bloco para a pessoa que tem o nome no papel.


Dinâmica: Mudança de papéis.
Público alvo:Professores,responsáveis e alunos
Material: tiras de papel com citações  de  situações problemas enfrentados no cotidiano escolar.
Objetivo: levar os participantes refletirem sobre a problemática que cada um encontra no processo de responsabilidade com a educação
Desenvolvimento :
Reunião com responsáveis: pedir que os responsáveis se dividam em grupos, distribuir uma tira para cada grupo e solicitar que leiam as situações problema e encontrem uma solução .Após discussão nos pequenos grupos fazer uma roda e pedir que cada um leia sua situação problema dando a solução encontrada.O dinamizador deverá refletir como é estar no lugar do outro.
Em sala de aula com alunos: idem
Na reunião pedagógica com professores: idem


Dinâmica: Boneca
Público alvo: Alunos
Objetivos: - Melhorar a convivência entre os alunos
                   - Refletir com os alunos sobre atitudes errôneas com os colegas
Material: Boneca de EVA com coração vazado e várias carinhas demonstrando diferentes sentimentos
Desenvolvimento: Contar história  da boneca que tem várias atitudes erradas dentro escola e a cada atitude destas cometidas vai mudando o rosto e seu coração vai ficando escuro (utilizar iodo na água que fica atrás da boneca no lugar do coração).Ao dizer que ela está ficando sem amigos e se arrepende de suas atitudes pede perdão, não comete mais estas atitudes ( seu coração fica limpo novamente, utilizando água sanitária).


Dinâmica: Amigo secreto
Público alvo: professores
Objetivo: levar os professores deixar mensagens de incentivo para os colegas
Material: papel com o nome dos professores,envelopes com os nomes dos professores,durex,cola,mural
Desenvolvimento : Durante a coordenação pedagógica os professores sorteiam o nome de seu amigo secreto.Ao longo de um mês os professores irão deixar diariamente mensagens de incentivo para os colegas no envelope pregado em um mural na escola de fácil acesso.No final do mês revelar os amigos e dizer o que sentiram ao receber as mensagens.

Dinâmica: Aquário
Publico alvo: pais e responsáveis
Objetivo: refletir com os pais e responsáveis sobre importância de respeitar as
diferenças individuais.
Material: papel madeira,papel ofício,tesoura,durex
Desenvolvimento : distribuir folhas de papel,tesoura e pilot para os responsáveis solicitando que desenhem e recortem peixes e colem no cartaz que tem um desenho de aquário.Pensar na cantiga “como pode um peixe vivo viver fora d´`água fria...”
O dinamizador deverá pedir para dizerem o que entenderam da atividade com as seguintes perguntas;
todos os peixes são iguais?;
estão indo para o mesmo lado?;
como podemos transferir esta idéia para a vida?
o que o  aquário representa?
E os peixes?
Finalizar a atividade falando sobre  as diferenças individuais.
Dinâmica:Minha família é Show
Público alvo: pais e responsáveis
Objetivo:estreitar os laços entre família e escola
Valorizar os talentos das  famílias dos alunos
Material: convites aos pais e responsáveis e de acordo com a solicitação dos participantes
Desenvolvimento : Convidar os pais e responsáveis para fazerem apresentação de suas habilidades na unidade escolar.
Dinâmica: Estudo de casos
Público alvo: professores
Objetivo: refletir sobre a diversidade e inclusão nas escolas
Material: tiras de papel com casos de diversidade ,inclusão de alunos e  escola inclusiva presentes nas escolas.
Desenvolvimento: pedir que formem duplas e entregar para cada dupla uma tira com uma situação/questionamentos para discussão.Após um tempo abrir para um círculo onde cada dupla vai relatar sua situação e a que conclusões chegaram.

Dinâmica: Balões
Público alvo: pais e responsáveis
Objetivos: -  debater com os pais e responsáveis sobre a diversidade e escola inclusiva.
                  - Refletir com os pais e responsáveis situações e soluções para as situações que aparecem nas escolas.
Material: balões,tiras de papel com situações diversidade e escola inclusiva.
Desenvolvimento: colocar dentro de cada balão uma tira com situações relacionadas ao tema.Após estourar o balão os participantes falarão a respeito da situação, abrindo um debate .O Orientador será um mediador.

Dinâmica: Presentes
Público alvo: alunos
Objetivo: Promover a sensibilização para integração estimulando a motivação e o respeito ao outro.
Material: caixas com embrulhos variados  contendo a mesma coisa dentro.
Desenvolvimento: as caixas deverão ser embrulhadas de diferentes formas.Colocar na mesa e pedir que cada aluno escolha uma caixa.Pedir aos participantes que digam o porquê escolheram aquela caixa.Depois que todos falaram pedir que abram a caixa e ao ver o que estava dentro é igual, intervir falando sobre aparência,a essência,aceitação,valorizando o ser.
Obs.: Ver texto – Pessoas são presentes


Pessoas são Presentes !!!!
Vamos falar de gente, de pessoas.
Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente?
Pessoas são um presente.

Algumas vêm em embrulhos bonitos, como os presentes de Natal,

Páscoa ou festa de aniversário.
Outras vêm em embalagem comum.
E há as que ficaram machucadas no correio...
De vez em quando chega uma registrada.
São os presentes valiosos.

Algumas trazem invólucros fáceis.
De outras, é dificílimo, quase impossível tirar a embalagem.
É fita durex que não acaba mais...
Mas... A embalagem não é o presente.
E tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente.

Por que será que alguns presentes são tão complicados para a gente abrir?
Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão.A decepção seria grande.

Também você, amigo.
Também eu, sou um presente para os outros.
Você para mim.
Eu para você.

Quando existe o verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser tão somente embalagens e passamos à categoria de reais presentes.
Nos verdadeiros encontros de fraternidade acontece alguma coisa comovente e essencial: mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando...

Você já experimentou essa imensa alegria da vida?
A alegria profunda que nasce do fundo da alma, quando duas pessoas se encontram, virando presente uma para a outra?

Conteúdo interno é segredo para quem se deseja tornar-se presente aos irmãos de estrada e não apenas embalagem...
A verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Histórico da Orientação Educacional no Brasil

Período Implementador - de 1920 a 1941

A Orientação começa a aparecer no cenário educacional brasileiro timidamente associada à orientação profissional. A questão do trabalho, remonta a esta década, com os projetos do Deputado Fidelis Régis que desejava tornar o ensino profissional obrigatório em todos os estabelecimentos de ensino.


Período Institucional - de 1942 a 1960

Nesse período que era subdivido em funcional e instrumental ocorre toda a exigência legal da Orientação nas escolas. O esforço do Ministério da Educação e Cultura para dinamizá-la por meio dos cursos que cuidavam da formação dos Orientadores Educacionais.


Período Transformador - de 1961 a 1970

Traz uma Orientação Educacional caracterizada como educativa na Lei nº 4024/61, até a profissionalização dos que atuam nesta área através da Lei nº 5540/48. Nesse período, os congresso brasileiros de Orientação Educacional gavanham destaque com abordam aspectos psicológicos.
Na década de 60, floresceu o aspecto preventido da Orientação Educacional. O fazer da Orientação era de forma para dentro, isto é, ao sabor da dinâmica do grupo e atividades que sustassem o conflito dentro da escola.


Bibliografia

A Prática dos Orientadores Educacionais, de Mirian Grinspun